Frevo: a dança do Carnaval de Pernambuco
Conheça a história do frevo, seus tipos, a sombrinha e os passos, e entenda por que ele é patrimônio cultural do Brasil e da humanidade.
Neste guia
Quando o frevo toca, a rua inteira se mexe. É uma das expressões mais vibrantes da cultura brasileira: música acelerada, dança de passos rápidos, sombrinhas coloridas e uma multidão que acompanha a orquestra. Veja a história e como funciona essa tradição.
Origem e história
O frevo nasceu no fim do século XIX, em Recife, Pernambuco, no contexto do Carnaval de rua. A música foi se formando a partir de bandas militares e de marchas, e a dança se desenvolveu nas ruas, com forte influência de movimentos da capoeira. O nome vem de uma deformação do verbo "ferver", o que combina bem com o ritmo acelerado.
Reconhecimento como patrimônio
O frevo recebeu, em 2007, o título de Patrimônio Cultural do Brasil, concedido pelo Iphan, no ano de seu centenário. Em 2012, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Na capital pernambucana, o Paço do Frevo, inaugurado em 2014, funciona como centro de referência, com atividades de pesquisa, exposições e formação em dança e música.
Os três tipos de frevo
- Frevo de rua: instrumental e feito para dançar, é o mais tradicional.
- Frevo de bloco: ligado aos blocos carnavalescos, com orquestra de pau e corda e cantores.
- Frevo-canção: com letra, andamento mais lento e perfil de canção.
A dança
Quem dança frevo é chamado de passista. Os passos são rápidos, com muitos saltos, giros e agachamentos, e ganham nomes próprios. A sombrinha, pequena e colorida, ajuda o passista a se equilibrar e dá cor ao movimento. A dança pede energia e fôlego, e é feita ao ar livre, nas ruas, durante o Carnaval.
Como se aprende
O frevo se aprende em escolas, grupos e oficinas, principalmente em Pernambuco, mas também em outras cidades. O caminho costuma ser: aprender o passo básico, ganhar fôlego, incorporar os movimentos clássicos e, por fim, a coordenação com a sombrinha.
- Ouça frevos de rua e preste atenção na marcação.
- Treine os passos básicos devagar, aumentando o andamento aos poucos.
- Use sombrinha só quando já tiver segurança nos passos.
- Aprenda com mestres e grupos tradicionais, que preservam os saberes da dança.
Frevo e outras danças
O frevo é parte da grande família das danças brasileiras. Para ver outras, leia o guia das principais danças brasileiras. Se você quer ritmos de par para começar, veja forró e samba de gafieira.
Respeito à tradição
O frevo é uma tradição viva, com mestres, orquestras e comunidades. Ao aprender e divulgar, vale dar crédito à origem, valorizar quem mantém a tradição e evitar tratá-lo apenas como fantasia de Carnaval.
O frevo fora do Carnaval
Em Recife e em Olinda, o frevo anima o Carnaval, mas também aparece em apresentações, festivais, escolas e eventos culturais durante o ano. Quem quer conhecer a dança de perto pode procurar espaços de formação e de memória, como os que existem na capital pernambucana, além de grupos e orquestras que se apresentam em diferentes cidades do país. Assistir a uma apresentação ao vivo costuma ser o melhor jeito de entender a energia dessa tradição.
Curiosidades
- O frevo é música e dança ao mesmo tempo, e o termo designa as duas coisas.
- A orquestra tradicional costuma ter muitos instrumentos de sopro, que dão o brilho característico ao ritmo.
- A sombrinha, além de ajudar no equilíbrio, é um símbolo visual do frevo, e ganhou cores e tamanhos variados.
- O Dia do Frevo é comemorado em fevereiro e em setembro, em datas ligadas à história do ritmo.
Perguntas frequentes
O frevo é só do Carnaval?
É mais associado ao Carnaval, mas existe o ano todo em escolas, grupos e eventos culturais.
Preciso de sombrinha para dançar?
Não para começar. Ela entra depois, quando você já domina os passos básicos.
Frevo é difícil?
Exige condicionamento e prática, mas pode ser aprendido por qualquer pessoa, em ritmo gradual.